Drywall e o futuro da marcenaria

Drywall e o futuro da marcenaria

Vamos falar de um assunto que parece complexo, mas é mais simples do que imaginamos: Sistema construtivo drywall

Este sistema, trouxe uma perspectiva inovadora para nosso setor agregando valor aos nossos produtos e serviços.

A combinação entre marcenaria e sistemas drywall pode ser um grande diferencial para o marceneiro disposto a ampliar seu leque de atuação.

Mas, para isto, é preciso entender e dominar o uso do gesso na construção de móveis, painéis e paredes. Desta forma, poderemos entregar aos nossos clientes o serviço completo e soluções inovadoras.

Mas afinal! O que é drywall?

É um sistema construtivo que combina chapas de gesso com estruturas de aço galvanizado.

Mais conhecido pela construção de paredes e forros, também vem se popularizando por aplicações em projetos de decoração e ambientações residenciais e comerciais, por meio de elementos decorativos e mobiliários integrados.

Como agregar valor utilizando o drywall

Pela natureza da sua montagem, o drywall é muito familiar para nós, marceneiros, que dominamos facilmente noções de prumo e esquadro, e realizamos detalhes de acabamento.

Este processo construtivo nos permite confeccionar:

  • Nichos;
  • Prateleiras;
  • Closets;
  • Estantes;
  • Revestimentos;
  • Mobiliários integrados;
  • Móveis fixos e embutidos;
  • Máscaras e enchimentos.

Posso até afirmar, que móveis em drywall podem ajudar a solucionar alguns projetos de decoradores e de designers de interiores, pois sua versatilidade é aliada a beleza e a criatividade. E isso tudo facilita nossa vida!

Com este material podemos trabalhar de forma artesanal cada peça e adaptá-la a todos os tipos de ambientes e espaços. Sendo possível, inclusive, o uso combinado com outros materiais, como o vidro, por exemplo.

Outra vantagem que só o drywall oferece é a possibilidade de realizar qualquer projeto de iluminação. As fiações passam facilmente pelo interior de suas estruturas.

Mas é no acabamento que se define o padrão do móvel, fazendo uma harmonia perfeita com a decoração de cada ambiente, seja ele residencial ou comercial.

O drywall pode receber qualquer tipo de revestimento: pintura, papel de parede, fórmica, revestimentos melamínicos. Até mesmo os revestimentos de madeira (madeirados) podem ser aplicados.

Montagem de um mobiliário integrado

Um mobiliário feito com esta matéria-prima é composto basicamente pelo aparafusamento de chapas sobre estruturas de aço galvanizado onde pode-se compor, por meio de pequenas paredes de drywall, as partes do mobiliário.

Primeiramente cria-se a estrutura metálica, já pensando no peso, para melhor dimensioná-la. Após essa etapa, aparafusar as chapas sobre essas estruturas, lembrando que também há possibilidade de montar as partes (estrutura + gesso) fora, e depois simplesmente acoplar ao mobiliário.

Limite de peso sustentado pelo gesso

·         Objeto de até 10 kg pode se prender diretamente na chapa de drywall;

·         Até 18 kg, a instalação ocorre nos perfis;

·         Acima disso, deve-se adicionar um reforço ou distribuir a carga;

·         Atenção para peças com mais de 30 kg: o sisytema suporta bancadas de pedra ou grandes TVs com a distribuição da carga em reforços. Eles podem ser de madeira seca e tratada em autoclave (com 22 mm de espessura) ou de chapa de aço galvanizado (com 0,95 mm de espessura). Sua colocação se dá entre os montantes metálicos, cujo espaçamento é elaborado de acordo com o projeto.

E aí amigos? Estão gostando destas ideias? Meu objetivo é ajudar no aprimoramento de nossa profissão.

Se você tem sugestões para nossos amigos, me encaminhe! Será um prazer compartilhar.

Até breve!

Laca: quebrando os preconceitos

Laca: quebrando os preconceitos

A laca é um acabamento que atrai por sua beleza, sofisticação e modernidade. Enfim, ela chama a atenção por sua infinita variedade de cores, por sua textura e aparência requintada.

Surgida em meados da década de 70, com a ideia de injetar vida e cores nos ambientes, a laca ainda hoje é um acabamento muito utilizado em móveis de madeira.

Normalmente associada à sofisticação, seja na versão brilhante ou fosca, a laca é marcada pela versatilidade, desta forma, pode ser aplicada em diversos tipos de matérias-primas, e se destaca em qualquer ambiente.

É um produto que vem acompanhado de algumas dúvidas e restrições em sua aplicação. Afinal, pode ser considerado de fácil ou difícil de aplicação Caro ou barato de utilizar?

Vantagens do uso de laca em peças de MDF 

  • Dependendo da peça, pode ser aplicada apenas uma demão de acabamento;
  • Oferece excelente resistência física;
  • Disponível em vários padrões;
  • Pode ser aplicada em todas as partes do móvel;
  • É mais utilizada em áreas externas, que ficam em evidências, como: portas, frentes de gaveta, frentes de armários, detalhes em diferentes tipos de móveis;
  • Tem valor agregado reconhecido pelos clientes mais exigentes;
  • Permite acabamento perfeito para superfícies curvas;
  • Laca PU é mais resistente e oferece melhor acabamento – melhor custo x benefício;
  • Confere uniformidade de acabamento a peça.

A beleza e qualidade do produto final irá depender da correta aplicação

A laca é obtida por meio de um processo de pintura especial, desta forma, é necessário respeitar os procedimentos de preparação e aplicação da laca.

Por se tratar de uma suave pintura, é mais delicada e sujeita a lascar e riscar. Assim, não é recomendada sua utilização em ambientes como tampos de cozinha, por exemplo, pois podem riscar facilmente com panelas, facas e talheres.

A laca, também conhecida como tinta automotiva ou poliuretano, é um pigmento que tem a função de selar as superfícies de diferentes materiais, desde que sejam sem graves imperfeições.

Por isso, a principal dica antes de aplicá-la é lixar muito bem os móveis para eliminar falhas na estrutura. A própria laca fará o restante do “serviço”, preenchendo as irregularidades da peça.

Sua aplicação deve ser feita com pistola de pintura ou compressor.

  1. Efetue o lixamento (manual ou com lixadeira) deixando a peça totalmente lisa;
  2. Elimine todo o resíduo de pó;
  3. Aplique o fundo prime PU com pistola ligada a um compressor e aguarde a secagem;
  4. Efetue novo lixamento;
  5. Aplique a primeira demão cruzada da laca e aguarde secar por 3 horas;
  6. Efetue novo lixamento;
  7. Aplique a segunda demão cruzada da laca;
  8. Não misture produtos de marcas diferentes

Laca Fosca ou Brilhante?

Na hora de decidir entre a laca fosca e a laca brilhante, tenha em mente que a primeira se caracteriza pela ausência total de brilho, tendo um toque acetinado e maior resistência. Assim, é indicada para produtos de maior uso e contato, como escrivaninha, cadeira, tampo de mesa de jantar, etc.

Já a laca brilhante atinge mais de 90% de brilho e seu processo industrial inclui uma etapa a mais: o polimento.

E você pretende seguir tendência e ampliar seu trabalho oferecendo móveis de laca para seus clientes?

Troque ideais com seus amigos. Enfim, traga sugestões para divulgar aqui, no canal do marceneiro.

20 dicas para produzir móveis que atendam as normas de acessibilidade

Acessibilidade: um amplo nicho de mercado

Para nos mantermos firmes no mercado, precisamos inovar sempre.  Desta forma, temos que aproveitar a oportunidade de trabalhar em um segmento incrivelmente versátil: a Marcenaria. Vamos investir na acessibilidade?

A marcenaria, por ser personalizada e sob medida, nos permite criar, ousar, inovar. Assim, temos que estar preparados para desbravar novos nichos de mercado.

Logo, no “Papo” de hoje trago o assunto: Acessibilidade, que nada mais é do que a possibilidade de acesso de uma pessoa, a qualquer tipo de local.

Para quem tem necessidades especiais, cada móvel precisa ser pensado e produzido de forma diferenciada.

Confira 20 dicas de como você poderá atender a quem precisa de acessibilidade:

Sala de estar e jantar 

  1. As cadeiras precisam ter braços de apoio lateral e altura do assento entre 50 e 55cm do piso acabado;
  2. Estantes e cristaleiras com prateleiras no fundo e nas laterais, e base estruturada com contrapeso para não tombar, caso o usuário utilize como ponto de apoio;
  3. Todos os cantos de móveis devem ser arredondados;
  4. A mesa de jantar deve ter altura média de 75cm. Dica: utilizar centro de mesas giratório para facilitar o serviço e o manuseio de recipientes quentes;
  5. Mesa de apoio sem quinas com altura média de 60cm do piso acabado;
  6. Recomenda-se a distância de 80cm entre os mobiliários;

Dormitórios 

  1. As camas devem ter largura variável e altura suficiente para que um usuário adulto apoie os pés no chão, ou seja, cerca de 55cm do piso acabado;
  2. Criado-mudo dever ser, preferencialmente, fixado no chão ou nas paredes para evitar deslocamento;
  3. No o caso de móveis soltos não utilizar rodízios;
  4. Armários devem ter portas leves, com puxadores grandes, pois são mais fáceis de abrir;
  5. O cabideiro deve ter duas alturas: mais baixo a 1m do piso acabado e mais alto com 1,5m de altura do piso acabado, preferencialmente do tipo retrátil.
  6. As gavetas dever ser travadas e localizadas no máximo a 80cm e mínimo de 30cm do piso acabado, evitando esforço do usuário;
  7. As prateleiras internas devem ter alturas variáveis e prever iluminação interna ao abrir a porta, para facilitar a localização das roupas e evitar o uso de banquinho ou cadeiras. Recomenda-se para as prateleiras uma profundidade de 40cm no máximo;
Aramados facilitam o dia a dia de quem precisa de fácil acesso aos móveis

Cozinhas

  1. Na pia e nas bancadas orienta-se utilizar cantos arredondados com bordas em cores contrastantes. O ideal é aplicar tampo com variação de altura para uso de pessoas com diferentes estaturas ou, até mesmo, sentadas. Altura medida: 85cm a 90cm do piso acabado;
  2. Produzir gabinetes removíveis embaixo da pia e cooktop (fogão de tampo), que garantam áreas de trabalhos extras e que permitam o encaixe de cadeira ou banqueta para trabalhar sentado;
  3. Prateleiras de apoio com largura mínima de 45cm são recomendadas próximas aos equipamentos como fogão, forno elétrico, micro-ondas, lavadoras;
  4. Armários inferiores devem ter área livre para movimento das pernas. No caso do uso de banqueta, andador ou cadeira de rodas, suas portas devem abrir 306º de forma a permitir a aproximação frontal e ficar fora das áreas de circulação;
  5. Altura livre de 85 a 90cm do piso acabado. O uso de aramado otimiza os espaços e facilitam o acesso;
  6. Dispensa com prateleiras reguláveis e leves elimina a necessidade de armários altos. As prateleiras aramadas permitem fácil visualização do conteúdo;
  7. Prever a utilização de carrinhos volantes (com trava) para ajudar a mover utensílios entre ambientes.

Enfim, ps projetos de móveis comprometidos em oferecer soluções de acessibilidade atualmente contam com o apoio da tecnologia de materiais e ferragens para agregar ainda mais conforto e segurança aos usuários.

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) possui a Norma Brasileira Regulamentar 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, que fornece, em suma, as informações necessárias para projetos voltados à acessibilidade do cidadão com deficiência.

Fonte: Sebrae

Gostou deste assunto? Tem alguma outra dica? Comente nosso post, divulgue para seus amigos.

Confira também nossa matéria sobre Ergonomia

Como fabricar móveis ergonômicos?

Ergonomia: uma necessidade atual para móveis de escritórios e home office

A importância da ergonomia!

Nesta matéria, vamos abordar uma questão muito importante quando o assunto é saúde e bem estar: a ergonomia.

Antes de mais nada, vamos analisar. Será que os móveis ocupados pela maioria dos consumidores foram confeccionados adequadamente para garantir seu bem estar e sua saúde física?

Todas as empresas que seguem normas e especificações, e se preocupam com o bem estar de seus funcionários, de fato estão atentas com a questão da ergonomia.

É ai que entra o conhecimento e a habilidade do marceneiro.

Primeiramente, devemos estar sempre atentos para ângulos e medidas das peças,  garantindo a conformidade e uniformidade entre elas.

Um móvel ideal fornece para seu usuário ajuste e adaptação, ou seja, conforto.

Móveis ergonômicos aumentam a produtividade dos funcionários. 

Primeiramente, devemos ter em mente que a postura ideal contempla:

  • Pés apoiados no chão;
  • Joelhos a cerca de 90 graus (sem pressão contra a parte de trás da perna);
  • Parte inferior das costas apoiada e levemente inclinada para trás;
  • Ombros eretos;
  • Cabeça centrada sobre os ombros;
  • Cotovelos em 90 graus e os punhos retos.

Por outro lado, é necessário mudar frequentemente de posição ao longo do dia.

Em síntese, o mobiliário deve ser regulável para permitir essa mudança de postura.

Como projetar um móvel ergonomicamente correto?

Antes de mais nada, devemos levar em conta os seguintes aspectos: 

  • Altura e peso do usuário;
  • Se há algum tipo de necessidade especial;
  • Altura do móvel;
  • Nível da curvatura do encosto;
  • Altura dos braços;
  • Altura e localização de gaveteiros
  • Angulações múltiplas
  • Adaptação
  • Circulação do ambiente

A ABNT NBR (Normas Brasileiras aprovadas pela associação brasileira de normas técnica) possui vasto acervo focado no bem-estar do ser humano, acho interessante todos os marceneiros conhecerem tais normas.

Lembre-se, cada cliente é um cliente, ou seja, é único, é personalizado! E cada um possui suas próprias medidas de altura, peso, estrutura física, necessidades especiais etc.

As estruturas devem ser inteligentes! 

Mesas:

A mesa é um dos móveis mais importantes no escritório, lugar onde os profissionais passam em média 6 a 8 horas.

A altura da mesa varia de 70cm (pessoas com estatura baixa) a 115cm (pessoas com estatura alta).

Cadeiras:

A cadeira irá garantir a adaptação correta para todas as alturas.

Imprescindível que as cadeiras possuam sistema de adaptação do encosto, dos braços e do assento podendo ser reguladas para variadas alturas. O ideal é que elas tenham como acessório o apoio para os pés, principalmente para as pessoas mais baixas.

Pensando na circulação:

Um projeto bem estruturado, é desenvolvido para que a circulação de pessoas no ambiente seja livre.

É necessário pensar na forma como os profissionais circulam no local, de modo que, se acomodem e sintam -se confortáveis.

O fator ergonômico em móveis é tão importante que é regulamentado por lei

Para que o marceneiro crie móveis ergonomicamente corretos, é necessário estar atento para as normas ABNT NBR e as NR’s (Normas regulamentadoras).

As NBR’s existem para fornecer características, orientações, regras etc., referente a produtos.

Seguem algumas que estudei para construção de móveis ergonômicos:

  • Norma NBR 15786 – Móveis para escritório –  (teleatendimento, call center e telemarketing)
  • Norma NBR 13961Móveis para escritório – Armários
  • Norma NBR 13962 – Móveis para escritório – Cadeiras
  • Norma NBR 15761 – Móveis de madeira
  • Norma NBR 13966 – Móveis para escritórios – Mesas
  • Norma NBR 13967 – Móveis para escritórios – Estações de Trabalho

      Mais informações acesse o site: Normas ABNT

Normas regulamentares que se referem a ergonomia e ambiente e vale a pena conferir:

  • NR 17 – Ergonomia
  • NR 18 – Medidas de prevenção
  • NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho

Atuar juntamente com a CIPA facilita os processos e formaliza as informações de maneira prática.

Ainda que os marceneiros desenvolvam móveis ergonômicos, os colaboradores devem entender tais adaptações estruturais, como se sentar corretamente, ajustar o monitor na altura ideal, utilizar o apoio para os pés etc.

A ergonomia é importante em todos os setores, e o segmento da marcenaria deve estar atualizado quanto as normas.

Como aproveitar estes materiais em seus projetos? Compartilhe suas experiências e práticas, aqui nos comentários e aproveite o nosso grupo do Facebook para se inspirar! Um abraço e até logo.

Aproveite e click em outra matéria relacionada a ergonomia: “Ergonomia é fator chave na hora de projetar um móvel

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Dicas preciosas para a limpeza adequada do MDF

Nesta matéria trago algumas dicas para a limpeza adequada do MDF.

São pequenas práticas que ajudam a manter a limpeza e a conservação do MDF.

A importância da limpeza para a conservação:

Existem variados tipos de matérias-primas para criar móveis. E cada uma possui uma processo especifico de limpeza.

A limpeza  diminui a possibilidade de fungos, umidade e cupim.

Conserva o aspecto natural da mobília e aumenta o tempo de vida útil.

O MDF é um insumo de grande importância na indústria moveleira, criado nos estados unidos, na década de 60, conquistou espaço no mercado, devido a facilidade em seu manuseio e aplicações.

Vamos conferir !

Bem, primeiramente é preciso identificar o tipo de sujeira para saber qual é a forma mais adequada de efetuar a limpeza:

  • É comum derrubar café, molhos e chás na mobília. Realize a limpeza  com detergente neutro (algumas gotas) e um pano macio limpo.
  • Os fungos procuram materiais orgânicas e as madeiras e seus derivados são seus maiores alvos. Logo, sua aparição tem relação direta com a umidade do ambiente. Para realizar a limpeza do mofo, dilua 50 ml de água sanitária em 1 litro de água. Umedeça uma flanela limpa na mistura e, na sequência, passe nas áreas afetadas.
  • Para eliminar manchas de caneta marca texto, utilize apenas um pano com água. Mas lembre-se, o pano deve estar úmido, não encharcado.
  • Para limpeza de canetas esferográficas, pincel atômico e pincel mágico primeiramente utilize um pano limpo de algodão umedecido com álcool 92,8° INPM (álcool comum), em seguida utilize um pano umedecido com água
  • Gorduras como manteiga, óleo, margarina etc… utilizar pano  de algodão) umedecido e torcido em água com detergente neutro.
  • Manchas de graxa de sapato, graxa mineral, cola de adesivo, utilize um pano limpo umedecido em aguarrás. Logo depois, passe um pano umedecido em água e detergente neutro.
  • Para a Cola de contato, se caso ainda estiver líquida, utilize um pano limpo umedecido em aguarrás e em seguida passar um pano limpo umedecido com detergente neutro.
  • Cola branca PVA líquida, é necessário aplicar pano limpo com detergente neutro. Se estiver seca, umedecer o local com álcool 92,8 INPM. Deixar amolecer e fazer a limpeza final com pano úmido e detergente neutro. Caso não resolva, utilize acetona para melhorar a remoção.

Fonte: Duratex

Uma dica importante:

Deslize o pano em apenas um sentido, para garantir uma superfície sem manchas. 

Não limpe em sentido circular! Isso gera manchas.

MDF revestido de preto e MDF brilhante

As placas de MDF”s revestidas de melamina na cor preta e a que recebem acabamento alto brilho, necessitam de cuidados especiais.

Podem ser limpas com limpa vidros, sim limpa vidros, pois são linhas de MDF especificas, com tecnologias diferenciadas. 

Na ausência do limpa vidros utilizar álcool acima de 90% ou acetona.

MDF´s com filme de proteção:

1. Utilize um pano limpo e seco para aplicar querosene ou acetona;
2. Remova o excesso de querosene ou acetona;
3. Borrife CIF (limpa vidros);
4. Uniformize e tire o excesso de umidade com um pano limpo e seco a superfície;
5. Espere secar.

Cuidados especiais:

  • MDF como este, em especial indico não utilizar thinner. O produto pode danificar a superfície;
  • Utilize flanela ou um tecido de algodão;
  • Só remova a película de proteção após a montagem.

Continue lendo “Dicas preciosas para a limpeza adequada do MDF”

Como melhorar o fluxo de produção na marcenaria

Que tal criar um fluxo de produção inteligente e aumentar a produtividade?

Você já ouvir falar no Kanban? De origem japonesa, o Kanban é um sistema de sinalização, que de forma muito eficiente, controla o fluxo de produção e impacta diretamente na qualidade do produto final de sua empresa.

É uma ferramenta de trabalho muito simples, por outro lado, extremamente eficaz. Seu retorno é garantido e sua implantação tem praticamente custo zero.

Certamente é complicado para o marceneiro equilibrar tempo, qualidade e, principalmente, produção. Confesso, eu mesmo já fui impactado por acumular entregas e atrasar projetos.

Vivemos em um mercado de múltiplas escolhas e infinitas opções, se eu não forneço aos meus clientes o que eles desejam, perco credibilidade, consequentemente, perco o cliente.

O que está em jogo não é entregar um projeto da noite para o dia. Mas precisamos criar processos, estipular metas, datas e, principalmente, garantir a qualidade e a eficiência.

Custo com mão-de-obra

Existem muitas questões envolvidas nesse processo, entre elas:

  • Logística
  • Planejamento
  • Demanda
  • Material
  • Recursos
  • Mão de obra 

Muitas marcenarias ainda caminham sobre sistemas antigos, mas isso, nada tem a ver com o sucesso do segmento, pois o ramo existe a mais de 2.000 anos.

Gostaria de compartilhar com vocês uma solução inteligente para quem deseja melhorar o fluxo de produção na marcenaria 4.0, ou podemos chamar também de marcenaria do futuro.

O marceneiro é um microempreendedor, então vamos trabalhar nessa linha de raciocínio.

Os empreendedores utilizam ferramentas da qualidade, que impactam diretamente em seus trabalhos.

A cultura japonesa, por exemplo, trouxe para o ocidente diferentes ferramentas que melhoram os fluxos de produção e o Kanban nos ajuda a acompanhar o andamento deste fluxo.

O Kanban é uma ferramenta que conta com cartões de sinalização. Com ele, o marceneiro poderá alinhar os processos de produtividade, demanda, tempo e diversos outros pontos de melhoria.

Sobretudo a ferramenta possui três vertentes:

  • Fazer (to do):

Quais os novos projetos que iremos desenvolver?

  • Fazendo (doing)

Quais os projetos que você está trabalhando?

  • Feito (done):

Quais projetos foram finalizados?

 

Benefícios:

  • Reduz o tempo ocioso. Por meio dos indicativos, é facilmente perceptível as tarefas pendentes;
  • Permite fácil visualização do fluxo como um todo;
  • Garante mais foco nos projetos, já que são subdivididos por prioridades;
  • Viabiliza o tempo de produção;
  • Reduz gastos, tendo em vista a probabilidade do processo de refação;
  • Controle geral do processo;
  • Disciplina entre os colaboradores.

 

Enfim, este controle garante de forma rápida e eficiente, a visualização de todos os projetos até a sua entrega.

Sugiro expor seu Kanban em local de fácil visualização. Mas é preciso ter disciplina.

Está é uma das formas te tentar ajudar vocês a garantir boas entregas e retorno financeiro.

Confira também uma matéria superinteressante sobre organização no processo produtivo marcenaria:  Metodologia 5S: Maior qualidade e produtividade para sua empresa

Você considera esta dica interessante? Compartilhe suas experiências e práticas aqui, nos comentários e aproveite o nosso grupo do Facebook para se inspirar!

Um abraço e até logo.

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Dicas de como comprar madeira maciça

,Quais pontos devemos checar na hora de escolher madeira maciça?

A madeira maciça é a matéria-prima mais robusta para trabalhar na indústria moveleira.  No entanto, passa por um processo especial antes de receber o corte, o ornamento e a instalação.

Sendo assim, é muito importante que o marceneiro saiba os pontos mais relevantes na hora da compra, pontos estes que poderão influenciar na finalização do projeto.

Quero bater um papo com você e trazer um pouco de minhas experiências com a madeira maciça, uma vez que trabalhei muitos anos com esse rico e elegante produto.

Quem me ensinou a trabalhar com o insumo foi meu pai, e posso afirmar, existe uma sabedoria muito especial envolvida neste trabalho.

A madeira maciça é uma matéria-prima pura e não possui fragmentos sintéticos, sendo altamente durável e de personalidade própria.

Mas é necessário entender os cuidados ao lidar com ela, uma vez que envolve uma preparação especial, desde o momento da compra até a sua utilização.

Quero dividir com você, caro amigo, um episódio que vivi no passado, para enriquecer nosso assunto.

Certa vez, acompanhei a instalação de pisos de madeira maciça, em uma casa que se encontrava na etapa final de sua construção.

Observei que marceneiro responsável fez tudo absolutamente perfeito. Eu faria todo o procedimento da mesma maneira.

Porém, após algum tempo, mesmo com toda a técnica envolvida no projeto, houve abertura de fendas de um centímetro entre as pranchas.

Não consegui entender o motivo, pois volto a afirmar, o responsável fez tudo com muito zelo e a técnica estava perfeita.

Entrei em contato com meu pai, que é um marceneiro especialista, expliquei o ocorrido e ele fez perguntas aparentemente irrelevantes, em minha opinião:

”Quando essa madeira foi cortada?”

“Como é o desenho das fibras da madeira?”

“Como estavam armazenadas estas pranchas?”

Um bom marceneiro analisa todo o processo, desde a escolha da matéria-prima até sua instalação e finalização.

Certamente tal história ocorreu há tempos, mas este conhecimento temperado por uma sabedoria dos antigos marceneiros e lenhadores, pode sim ser utilizado atualmente.

Bem, vamos voltar à nossa história. Depois de entender e analisar cuidadosamente os questionamentos de meu pai, cheguei a conclusão de que as fendas no piso se deram em função da umidade interna da madeira.

Com o passar dos dias ocorreu a secagem da madeira e em seguida a movimentação das placas fixadas no solo.

Todas, surpreendentemente diminuíram de tamanho.

Para trabalhar com madeira maciça devemos sempre procurar informações sobre armazenamento, características de secagem, transformação e operação.

É fundamental a escolha da prancha correta, principalmente, no que diz respeito a umidade, que é algo que deve ser checado no momento da compra.

Como escolher a madeira correta?

Primeiramente, certifique-se de que a madeira que está comprando seja proveniente do manejo sustentável, ou seja, se ela possui o certificado de legalização, o FSC (Forest Stewardship Council – em português, Conselho de Manejo Florestal).

Este certificado garante que a madeira foi extraída legalmente, sem prejudicar nossas florestas.

Atente-se ao teor de umidade:

  • A umidade deve estar entre 8 e 12%, se estiver acima disso é uma madeira úmida, que irá encolher no decorrer do tempo.
  • Existem medidores específicos para esse procedimento, mas caso você não possui pergunte para o vendedor quando a madeira foi cortada. Para cada 2,5 cm de espessura é necessário 1 ano para secar completamente.
  • A matéria-prima deve estar seca para utilização.

 

Fungos:

  • Os fungos podem prejudicar a madeira no decorrer do tempo. Além disso, a presença de fungos está associada ao apodrecimento da madeira, lembrando que a umidade tem grande influência neste processo. 

Atenção às fibras:

  • As fibras são as linhas que visualizamos na chapa. Elas devem estar distribuídas para apenas uma direção. Este detalhe irá otimizar o acabamento do projeto, compre madeira com fibras que siga uma única direção.

Armazenamento:

  • Checar com o fornecedor como é feito o armazenamento da madeira. Elas devem estar devidamente protegidas do sol e da chuva e portanto, muito bem separadas;
  • Se caso as pranchas estiverem guardadas na horizontal é necessário que estejam separadas uma a uma. Neste caso, utilize tabiques para agilizar os processos de secagem. Desta forma, ela não irá empenar e com certeza, terá secagem uniforme;
  • Se caso o fornecedor optar por secar as pranchas na vertical, interessante é que todas estejam devidamente separadas também.

Observe a forma da prancha:

A prancha deve ser plana. Coloque sobre uma mesa e observe se ela realmente se encontra nesta condição.

É importante entender que um bom marceneiro não se prende a fatos momentâneos, mas observa o projeto como um todo.

Para quem está começando no ramo, sugiro a leitura desta matérias:  Marceneiros iniciantes: 6 dicas para os primeiros passos.

E você? Como aproveita estes materiais em seus projetos?

Compartilhe suas experiências e práticas aqui nos comentários e aproveite o nosso grupo do Facebook para se inspirar! Um abraço e até logo.

 

MDF ou MDP?

Qual chapa você deve utilizar?

MDF ou MDP.

Nos dias atuais o padrão de imóveis tem passado por grandes mudanças, com a intenção de agradar variados tipos e gostos de compradores.

Observamos quartos compactos e cozinhas, a cada dia, mais enxutas, como também imóveis imensos, com longas escadas ou elevadores privativos.

Hoje o mercado de imóveis tem opções para absolutamente todos os gostos.

Sobretudo, estes variados tipos de moradia resultam das diversas transformações socioeconômicas.

Existem milhares de motivos para tais reestruturações, como as necessidades de construções ágeis, adaptação do espaço físico, ascensão das classes C e B, entre outros.

Com o novo conceito, o mercado moveleiro ganha mais visibilidade e participação nas construções civis.

É indiscutível o crescimento do mercado de móveis sob medida no Brasil, pois ele dispõe de inúmeras vantagens ao consumidor.

Os clientes entendem que é possível, em um espaço pequeno, caber bom gosto, conforto e beleza.

Mas hoje iremos bater um papo sobre dois tipos de insumos que constantemente são utilizados nas confecções de móveis.

Para criar um bom móvel é importante que o projeto tenha uma boa estruturação, com ideias sólidas e cálculos precisos, a matéria-prima deve ter qualidade e o marceneiro deve ser competente para idealizá-lo.

Mas afinal, quais substratos posso utilizar para criar móveis planejados, além da madeira maciça e do antigo compensado?

Proponho aqui dois produtos bastante famosos e essenciais para qualquer tipo de marcenaria.

São eles: o MDF e o MDP:

O MDF é o “queridinho” das marcenarias, é um aglutinado de fibras de madeira, revestido com resina. Normalmente as fibras são provenientes da árvore de pinos ou de eucalipto.

A tora de madeira é transformada em cavaco e enfim, o cavaco em fibra.

Esta matéria-prima passa por uma técnica de prensa, tornando–se compacto e com estrutura estável.

 

Vantagens em utilizar o MDF:

  • A estrutura do MDF permite que o marceneiro trabalhe com diversas formas de cortes;
  • É utilizado nas partes externas dos móveis;
  • É possível aplicar variados tipos de revestimentos (boa fixação na sua superfície);
  • Ótimo para cantos arredondados e usinados;
  • Sua superfície é lisa e uniforme, gerando assim otimização no momento do corte;
  • Possui substâncias que diminuem o aparecimento de cupins;
  • Sua fabricação é feita com madeiras reflorestadas;
  • Pode ser utilizado em vários tipos de ambientes;
  • Existe a possibilidade de utilizar máquinas menores para o corte;
  • Maior resistência mecânica;

Em relação ao MDP, primeiramente gostaria de deixar bem claro que este insumo não é o antigo aglomerado.

Tal substrato é feito de partículas aglutinadas em camadas distintas.

O MDP também é fabricado de madeira de pinos ou eucalipto e passa por processos de prensagem. Obtendo assim o produto cru.

As laterais do MDP possuem duas camadas de fibras nas extremidades e uma camada mais grossa no meio, ou seja, três camadas de fibra de madeira.

Maquinários maiores e específicos são os responsáveis pelo corte deste substrato, e máquinas de pequeno porte como tico-tico e serra circular manual também são usados para cortes retos e de formas orgânicas.

Tem ampla utilização na indústria moveleira.

 Vantagens em utilizar o MDP:

  • É normalmente utilizado para partes internas dos móveis;
  • Menor possibilidade de empenar;
  • Mais econômico;
  • Mais leve;
  • Ótimo desempenho em relação a fixação;
  • Bom desempenho em sistemas de fixação;
  • É possível aplicar variados tipos de revestimentos (boa fixação na sua superfície);
  • Sua fabricação é feita com madeiras reflorestadas;
  • Pode ser utilizado em vários tipos de ambientes;

Mas afinal, qual devemos utilizar?

Alguns marceneiros utilizam apenas o MDP, outros somente o MDF, mas estamos falando de móveis sob medida, interessante seria utilizar ambos juntos, no mesmo projeto. Ou mesmo separadas. Pois os dois possuem vantagens importantes para qualquer obra. O processo de fabricação é igual.

Portanto as duas chapas são altamente eficientes em qualquer projeto, possuem capacidade contra umidade iguais e proporcionam para seu projeto grandes facilidades de manuseio.

Onde eventualmente podemos utilizar as chapas:

  • Nichos
  • Cabeceiras de cama
  • Berços
  • Artesanato
  • Decoração
  • Gavetas
  • Prateleiras
  • Portas
  • Armários de cozinha

Que tal dar uma conferida na matéria relacionada a ferragens, para enriquecer o seu projeto? Acesse: Ferragens: saiba como elas podem agregar valor ao seu projeto

E você, como aproveita estes materiais em seus projetos? Compartilhe suas experiências e práticas aqui nos comentários e aproveite o nosso grupo do Facebook para se inspirar! Um abraço e até logo.

Quais ferramentas devo adquirir na marcenaria focada em MDF?

Você está iniciando na arte da marcenaria ou deseja trabalhar com MDF? Que tal conferir a lista para você começar com tudo!

Iniciei na marcenaria a 60 anos e todo início é complicado, mas não desisti!  Neste texto, quero dividir com vocês meus erros e acertos em relação ao uso de ferramentas.

É normal gastar fortunas com máquinas, produtos e ferramentas, que as vezes, não sabemos utilizar.

Vamos iniciar uma série de matérias para clarear as ideias em relação as ferramentas, itens e máquinas de cada segmento de marcenaria. A princípio, vamos bater um papo sobre a marcenaria focada em MDF.

Sabemos que todo início é difícil, em qualquer profissão, por outro lado, escolhendo as ferramentas corretas você poupará tempo e custo, da mesma forma, que evitará dar um passo maior que a sua perna.

Primeiramente, tenha em mente que antes de comprar qualquer ferramenta, é necessário analisar o espaço físico disponível.

Antes de mais nada, defina o local onde será a sua marcenaria, bem como, onde será o compartimento de suas ferramentas e, principalmente, qual será o segmento você irá trabalhar?

Sim, qual segmento?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O assunto “marcenaria” é muito amplo. Portanto, hoje iremos bater um papo sobre as ferramentas básicas e itens indispensáveis para a marcenaria focada em MDF.

O MDF é extremamente versátil, de fato,  é um substrato que pode ser utilizado em diversos segmentos, ele disponibiliza um leque de opções para você.

Quem trabalha com MDF tem diferencial em função de sua ampla capacidade de utilização. O MDF é fruto de uma marcenaria relativamente contemporânea.

O Medium density fiberboard – MDF, é uma aglutinação de fibra de madeira sintética e outros aditivos. Um substrato com propriedades semelhantes a madeira maciça. Criado nos Estados Unidos na década de 60.

No Brasil, a cada dia que passa, o MDF vem ganhando mais espaço, visibilidade e conquistando novos adeptos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                   

Vamos bater um papo sobre as ferramentas e itens que para mim são pertinentes para quem está iniciando na marcenaria e/ou vai trabalhar com MDF.

Arco  de serra:

Utilizado para corte de metais ferrosos e não ferrosos, pregos e pinos metálicos.

Alicate universal:

Existem milhares de tipos de alicates no mercado, sendo assim,  indico que você inicie com o alicate universal, devido a sua praticidade e variadas formas de uso.

Brocas:

  • Brocas chatas para furos de grande diâmetro.
  • Broca de três pontas para furos com precisão.
  • Brocas  de aço rápido, para uso em diversos substratos.

Dentre os variados modelos de brocas no mercado, procure brocas direcionadas para madeira.

Principais medidas para brocas de três pontas: 06/8/10/12/16

Principais medidas para brocas de aço rápido: 1.5/2/3/3.5/4/4.6/5/5.5/6/6.5

Principais medidas para brocas chatas: 10/12/16/18/20/25

 Chave de fenda e chave Philips:

Existem profundidades, cantos e espaços que as parafusadeiras não chegam, acho muito pertinente a presença destas ferramentas na marcenaria. Elas garantem uma fixação eficaz para as peças.

Estilete:

Ele é o substituto do antigo canivete de folha, muito utilizado, versátil!

Furadeira:

Esta ferramenta será muito utilizada, lembre-se de adquiri-la de uma marca conhecida.

Observações referente ao mandril:

O mandril é onde sua broca será fixada na parafusadeira.

Os mandris com maior facilidade de fixação da broca são os mandris de aperto rápido, porém as furadeiras de uso profissional usamos o sistema de aperto com chave de mandril.

Lápis comum:

Lápis comum com grafite redonda, é interessante acrescentar que muitos marceneiros estão utilizando lapiseira com grafite 0.7, devido a precisão do traço na hora do corte.

Lixa convencional / uso manual:

Antes de lixar, devemos realizar a limpeza na superfície, principalmente no MDF cru.

Metro ou trena:

Hoje tudo é bem diferente, as ferramentas se modernizaram bastante, existem trenas a laser, que medem o ambiente e existem ainda as convencionais.

O metro é muito utilizado na medição de superfícies planas, onde a rigidez é necessária.

Martelo:

O martelo mais utilizado neste modelo de marcenaria é o martelo de borracha, utilizado na instalação de dispositivos de acabamento em alumínio e outros dispositivos de encaixe.

Parafusadeira:

O manuseio da ferramenta deve ser feito de forma onde a ponta esteja na mesma direção do parafuso que será fixado. E o esforço a ser empregado deve ser compatível com o tamanho do parafuso e superfície a ser fixada.

Parafusos diversos:

Existem variadas medidas de diâmetro, mas fica a dica:

Parafusos mais comuns:

3,5×20;

4,5×50;

4,0×40;

3,5×35;

3,5×16.

Parafusos de cabeças retas e chanfrados são os mais indicados para  trabalhar com MDF.

Régua de aço:

Cria medidas precisas e pontuais, garante consistência para o projeto.

Serra tico-tico:   

Indico que utilize a lâmina especifica para trabalho com MDF.

  • Lâminas curtas para madeira de menor espessura.
  • Lâminas longas para madeira com maior espessura
  • Dentes pequenos devem ser compatíveis com lâminas curtas.
  • Dentes grandes devem ser compatível com as lâminas longas.

                                                              

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Opções de Máquinas para corte em MDF:

Serra circular manual:

É uma ferramenta de corte utilizada quando à impossibilidade de corte na ferramenta estacionária. Dessa forma, pode ser levada para qualquer ambiente.

Serra circular estacionária:

Utilizada quando o material pode ser transportado até a máquina. Ela não pode esquadrejar.

Serra esquadrejadeira:

Esta máquina é o sonho de consumo de 100 a cada 100 marceneiros… Ela é extremamente produtiva, desde que seja utilizada a serra compatível com matéria prima a ser cortada.

Portanto a quantidade e o desenho dos dentes da serra determinarão a produtividade que o profissional precisa.  Desta forma, podemos dizer que, dentre as três, é a de valor mais elevado.

Pensando em investimento, indico que você inicie com uma serra circular estacionária, e tenha uma serra manual caso precise realizar projetos em outros ambientes. Mas… se você pode investir, tem capital, compre uma serra esquadrejadeira, pois ela é, definitivamente, uma ferramenta fantástica.

Acabamentos específicos:

Tupia:

À primeira vista, adquirir os três principais tipos de tupias, seria o melhor dos mundos. Logo, para iniciantes, indico a tupia de coluna, pois possui vários acessórios, e você já adquire de uma só vez um equipamento eficiente!

  • Estacionária, para usos externos, painéis planos.
  • Tupia de coluna, possui mais acessórios (fresas), variadas possibilidades de acabamentos e usinagens.
  • Tupia para laminados, é uma versão de menor potência e tamanho, onde é utilizada para acabamentos de laminados e acabamentos diversos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Itens indispensáveis e espaço físico:

Tenha em mente que é necessário observar a circulação do ar, iluminação, temperatura ambiente, ruídos e espaços para circulação.

Boa iluminação:

Uma boa iluminação não apenas faz diferença na visualização dos detalhes no projeto, ela também coopera com as normas regulamentares referente a iluminação na marcenaria.

Iluminação mínima pode ser 15W por metro².

Coletor de pó:

Necessário observar o espaço físico do local, tamanho e quantidade de máquinas, pois existem coletores de pó dos mais diversos modelos. Este investimento traz melhorias em relação a saúde de todos aqueles que frequentam ou trabalham na marcenaria.

As resinas que certos tipos de madeiras possuem, ocasionam problemas respiratórios por conta da falta de utilização do E.P.I, uma vez que, poucos se atentam para isso.

O coletor de pó é uma solução que irá fornecer a sua marcenaria adequação referente as normas regulamentares pertinentes a qualidade do ar. NR 15/anexo 12.

Bancada:

Para lidar com qualquer tipo de madeira é necessário utilizar uma bancada que suporte a pressão, não é uma mesa de cozinha, é uma BANCADA construída para utilização na marcenaria.

Caro amigo marceneiro, seja em uma garagem ou um pequeno salão, pensar no espaço e no layout para guardar suas ferramentas é imprescindível.

 

lembrando, fiz uma matéria falando sobre o layout na marcenaria, vale a pena dar uma conferida para clarear as ideias. Link: https://bit.ly/2LM7K9H.

                 

Uma dica interessante para organizar as ferramentas é criar um mural na parede ou construir um armário específico para guarda-las.

Para as ferramentas que não indiquei acima, existe uma fórmula muito interessante para quem está iniciando no universo da marcenaria:

Marca conhecida + modelo básico

As marcas, a cada dia, investem pesado na tecnologia e existem tantos modelos incríveis… é de cair o queixo…

Mas lembre-se, comece pelo básico.

                             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grandes projetos exigem grandes investimentos. Sendo assim, já sabemos que adquirir conhecimento possibilita que você entre para um novo mercado de trabalho, definitivamente, um novo ramo!

Primeiramente, tenha bom senso, o marceneiro consciente vale mais que uma equipe mal-intencionada…

Ao passar na sua loja para comprar ferramentas, aconselho comprar também EPI’s. Postei uma matéria muito legal aqui no blog falando sobre equipamento de proteção individual na marcenaria, não deixe de conferir…  EPI na marcenaria: equipamento de segurança em nossas mãos

 

Compartilhe com aquele amigo novato no ramo, ele vai te agradecer!

Você consegue melhorar essa lista? Curta!! compartilhe!! Comente!!  

 

 

 

Compor orçamento, calcular preço de venda e prazo de entrega. Dicas para quem está pensando em montar uma marcenaria

Dando continuidade a nossa matéria com dicas para quem está pensando em abrir uma marcenaria, seguem mais sugestões que irão contribuir para o bom andamento de sua empresa, tais como:

Como fazer um orçamento correto: composição de preço

  • Visite o cliente para saber exatamente o que ele deseja, e para conhecer o local de instalação ou entrega do móvel;
  • Anote os detalhes que podem significar custos extras como: necessidade de grua para subir o móvel até o local de instalação, estacionamento a ser pago no local, se o cliente tem preferência para um material mais caro, entre outros;
  • Embora seja uma prática comum, não use a técnica de multiplicar por três o valor dos painéis;
  • Faça o levantamento do material necessário, da quantidade de mão de obra (você irá trabalhar sozinho ou precisará contratar outras pessoas?), do gasto com material (serras, colas, lixas etc) enfim, dos serviços de terceiros (frete, montador, outros);
  • Use uma planilha eletrônica especificando cada item separadamente. Além de ajudá-lo a lembrar de tudo, seu cliente poderá avaliar quanto custa cada item e trocar materiais caso necessário;
  • Coloque sua margem de lucro embutida no preço da sua mão de obra;
  • Escreva de maneira direta as condições de pagamento do serviço e pagamento ou compra dos materiais (se o cliente quiser comprar diretamente os materiais, ofereça-se para acompanhá-lo);
  • Explique que os preços dos materiais podem sofrer mudanças e que variações no orçamento serão comunicadas ao cliente antes da compra de qualquer item;
  • Mande o orçamento por e-mail e, se possível, entregue uma cópia física ao cliente, pedindo a sua assinatura em caso de aceite.

O projeto ideal

  • O primeiro passo para impressionar o cliente é fazer uma boa apresentação do seu projeto. Desta forma, se você conseguir transmitir bem suas ideias, mais probabilidade de conquistar o trabalho;
  • Se possível, contrate um projetista profissional para a sua equipe;
  • Use ferramentas eletrônicas para projetar móveis e ambientes;
  • Se você não tem esses recursos, terceirize o serviço para autônomos que trabalham por empreitada;
  • Entregue ao cliente a imagem do projeto finalizado;
  • Se um projeto digital não é possível, faça um esboço da melhor maneira possível e mostre ao seu cliente;
  • Apresente-o utilizando os mostruários que você possui para que ele possa visualizar o projeto finalizado.

Como calcular o prazo de entrega de um projeto

O seu projeto pode ser dividido em cinco fases:

  1. Compra e recebimento do material
  2. Trabalho na oficina
  3. Preparação do ambiente onde será montado o móvel
  4. Montagem do material
  5. Limpeza do local

Para definir o tempo:

  • Calcule quanto tempo você leva para cada tarefa;
  • Veja quais tarefas podem ser feitas ao mesmo tempo (por exemplo: corte de materiais e preparação do ambiente na casa do cliente);
  • Some os tempos e acrescente 50% para imprevistos, como ausência de funcionários, falha na entrega do material, entre outros;
  • Avise o cliente antecipadamente caso seja necessário atrasar a entrega;
  • Se seu cliente residir em um condomínio, informe-se sobre as regras deste local.

Vale reforçar: Não assuma novos compromissos se não puder concluir no prazo os trabalhos contratados.

Visitando o cliente: Dicas para uma primeira boa impressão

  • Chegue na casa do cliente bem vestido, com roupas limpas e o corpo asseado, em suma, como se você estivesse em uma entrevista de emprego;
  • Leve todos os materiais necessários para tirar as medidas que você considera importantes para executar seu trabalho, um caderno ou uma prancheta para anotar detalhes, uma máquina fotográfica para fotografar o ambiente onde você trabalhará (peça permissão para tirar fotos), trena e caneta;
  • Leve fotos/imagens de ambientes ou móveis de sua autoria para mostrar ao cliente. Isso facilitará suas escolhas;
  • Não tenha medo de fazer perguntas para obter todas as informações necessárias à execução do projeto;
  • Explique ao cliente as condições de pagamento que você oferece;
  • Combine como o cliente deseja receber o orçamento e em quantos dias você o enviará;
  • Evite sair de uma obra e visitar um potencial cliente, para não se apresentar sujo e suado;
  • Por fim, agradeça o tempo do seu cliente em potencial.

Divulgar o trabalho para conquistar novos clientes

Propaganda é a alma do negócio, mas como marcenaria é um trabalho artesanal, há outras formas de divulgá-la.

Seu trabalho é sua principal propaganda. Quem procura um profissional de marcenaria normalmente pergunta aos amigos se eles têm indicações. Faça seu trabalho com cuidado, e o boca a boca será um sucesso.

Divulgue seu trabalho junto a escritórios de arquitetura ou de design de interiores, para que estes profissionais também o indiquem como profissional de confiança para a realização dos seus projetos.

Se possível, mantenha sua oficina aberta para visita de clientes.

Em épocas de mídias sociais tenha uma página no Facebook e no Instagram para divulgar seus trabalhos, mas nunca revele nomes ou endereços de clientes.

Acesse aqui a primeira parte desta matéria: Vai abrir uma marcenaria? Pontos que devem ser avaliados para chegar ao sucesso

Fonte: Guia de Bolso Marceneiro Arauco