20 dicas para produzir móveis que atendam as normas de acessibilidade

Acessibilidade: um amplo nicho de mercado

Para nos mantermos firmes no mercado, precisamos inovar sempre.  Desta forma, temos que aproveitar a oportunidade de trabalhar em um segmento incrivelmente versátil: a Marcenaria. Vamos investir na acessibilidade?

A marcenaria, por ser personalizada e sob medida, nos permite criar, ousar, inovar. Assim, temos que estar preparados para desbravar novos nichos de mercado.

Logo, no “Papo” de hoje trago o assunto: Acessibilidade, que nada mais é do que a possibilidade de acesso de uma pessoa, a qualquer tipo de local.

Para quem tem necessidades especiais, cada móvel precisa ser pensado e produzido de forma diferenciada.

Confira 20 dicas de como você poderá atender a quem precisa de acessibilidade:

Sala de estar e jantar 

  1. As cadeiras precisam ter braços de apoio lateral e altura do assento entre 50 e 55cm do piso acabado;
  2. Estantes e cristaleiras com prateleiras no fundo e nas laterais, e base estruturada com contrapeso para não tombar, caso o usuário utilize como ponto de apoio;
  3. Todos os cantos de móveis devem ser arredondados;
  4. A mesa de jantar deve ter altura média de 75cm. Dica: utilizar centro de mesas giratório para facilitar o serviço e o manuseio de recipientes quentes;
  5. Mesa de apoio sem quinas com altura média de 60cm do piso acabado;
  6. Recomenda-se a distância de 80cm entre os mobiliários;

Dormitórios 

  1. As camas devem ter largura variável e altura suficiente para que um usuário adulto apoie os pés no chão, ou seja, cerca de 55cm do piso acabado;
  2. Criado-mudo dever ser, preferencialmente, fixado no chão ou nas paredes para evitar deslocamento;
  3. No o caso de móveis soltos não utilizar rodízios;
  4. Armários devem ter portas leves, com puxadores grandes, pois são mais fáceis de abrir;
  5. O cabideiro deve ter duas alturas: mais baixo a 1m do piso acabado e mais alto com 1,5m de altura do piso acabado, preferencialmente do tipo retrátil.
  6. As gavetas dever ser travadas e localizadas no máximo a 80cm e mínimo de 30cm do piso acabado, evitando esforço do usuário;
  7. As prateleiras internas devem ter alturas variáveis e prever iluminação interna ao abrir a porta, para facilitar a localização das roupas e evitar o uso de banquinho ou cadeiras. Recomenda-se para as prateleiras uma profundidade de 40cm no máximo;
Aramados facilitam o dia a dia de quem precisa de fácil acesso aos móveis

Cozinhas

  1. Na pia e nas bancadas orienta-se utilizar cantos arredondados com bordas em cores contrastantes. O ideal é aplicar tampo com variação de altura para uso de pessoas com diferentes estaturas ou, até mesmo, sentadas. Altura medida: 85cm a 90cm do piso acabado;
  2. Produzir gabinetes removíveis embaixo da pia e cooktop (fogão de tampo), que garantam áreas de trabalhos extras e que permitam o encaixe de cadeira ou banqueta para trabalhar sentado;
  3. Prateleiras de apoio com largura mínima de 45cm são recomendadas próximas aos equipamentos como fogão, forno elétrico, micro-ondas, lavadoras;
  4. Armários inferiores devem ter área livre para movimento das pernas. No caso do uso de banqueta, andador ou cadeira de rodas, suas portas devem abrir 306º de forma a permitir a aproximação frontal e ficar fora das áreas de circulação;
  5. Altura livre de 85 a 90cm do piso acabado. O uso de aramado otimiza os espaços e facilitam o acesso;
  6. Dispensa com prateleiras reguláveis e leves elimina a necessidade de armários altos. As prateleiras aramadas permitem fácil visualização do conteúdo;
  7. Prever a utilização de carrinhos volantes (com trava) para ajudar a mover utensílios entre ambientes.

Enfim, ps projetos de móveis comprometidos em oferecer soluções de acessibilidade atualmente contam com o apoio da tecnologia de materiais e ferragens para agregar ainda mais conforto e segurança aos usuários.

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) possui a Norma Brasileira Regulamentar 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, que fornece, em suma, as informações necessárias para projetos voltados à acessibilidade do cidadão com deficiência.

Fonte: Sebrae

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